Voando Baixo, com Marco ASA – Vol. 19

eu boffLula é o “marciano” de Orson Welles – Orson Welles foi um produtor de cinema, escritor, diretor e ator norte-americano que, em 1938, realizou uma transmissão ao vivo, via rádio, narrando a invasão alienígena. Os americanos acreditaram na “notícia” e o caos se instalou em Nova Iorque. As pessoas “compraram” a ideia que estavam recebendo da grande mídia da época, sem questionar, sem olhar para o céu pra ver se tinha alguma nave alienígena. Simplesmente acreditaram que os marcianos (demônios de outro planeta) estavam atacando a Terra. Hoje em dia, a mentalidade do “povão” não se alterou. Meia dúzia de “donos do Brasil” enfiou na cabeça que o Partido dos Trabalhadores estava há tempo demais no poder e começou a espalhar, na grande mídia moderna (as redes de TV, revistas semanais, canais de internet e grupelhos de factoides) que o PT “quebrou o Brasil”. A parte canalha do Congresso (infelizmente, a grande maioria) viu, nisso, uma chance de tomar o poder para si e continuar uma prática imperial, que é o roubo descarado do erário público (porque eles acham que pode, uai!) e começaram uma operação de explosão do governo. As igrejas neopentecostais, acostumadas a comprar horários na mesma grande mídia para seus estelionatos eletrônicos, também resolveram entrar de cabeça na encenação. Afinal, o PT ameaçou impor que as igrejas, assim como toda empresa, pagassem seus impostos. E, pronto! A população mediana (com preguiça de raciocinar) saiu correndo para as ruas “lutando” para que os “marcianos” do PT fossem extintos. Agora, o grande líder dos “marcianos”, Lula, foi condenado por uma nave que ninguém viu, cujo documento de pertencimento não existe, mas que todo mundo tem certeza que é o responsável pela invasão alienígena. Enquanto isso, um senador mineiro ri de tudo, do alto de sua espaçonave recheada de pó.

Cidadão Kane – Aliás, se Orson Welles estivesse vivo, cobraria royalties dos brasileiros. Outro filme seu, Cidadão Kane, conta a história da ânsia de poder de um barão das comunicações. O personagem principal parece ter inspirado as famílias donas das comunicações do Brasil, principalmente a Família Marinho.

Intervenções – Em qualquer país do mundo, civilizado ou não, haveria a intervenção federal em um estado caótico como é o Rio de Janeiro. O Governo Federal parece que vive em um mundo paralelo, onde gasta bilhões para livrar Temer da cassação, enquanto no Rio de Janeiro, os servidores, da ativa e aposentados, morrem de fome, literalmente! O problema é que o governo federal, assim como o atual congresso (salvo raras exceções) não tem moral nenhuma para intervir em nada. Aliás, será a coisa mais fácil do mundo anular qualquer ação deste congresso, inclusive as famigeradas reformas.   Qualquer ação feita por senadores e deputados corruptos não tem validade.

Que tal dividirmos o Brasil – Vou fazer um comentário polêmico agora. Não me xinguem. Mas, vamos analisar: não seria a hora de que os estados tenham independência em relação à União? Por mais que amemos o Brasil (o que está difícil, diga-se de passagem), não nos sentimos mais representados por Brasília. Há um descompasso entre arrecadação e o que o governo central vem repassando aos estados. Descentralizando o poder (de verdade), cada estado adaptaria à sua realidade suas leis, arrecadações de impostos, grade educacional, capacidade de atendimento à saúde etc. Vão me dizer: “mas em estados pobres, o povo iria sofrer, como no Maranhão, por exemplo,”. Ora bolas! E, já não sofre? A dinastia Sarney “sugou” o Maranhão por décadas e se refugiava em Brasília para fugir da cobrança da população. Pequenos estados do Nordeste, se fossem independentes, teriam toda a arrecadação com o turismo e outras atividades nas quais são fortes, aplicada na própria região, sem desvios com tributos federais e pagando a estrutura de seus parlamentares (a maioria parasitas) em Brasília. Do jeito que as coisas estão, está difícil quebrar a estrutura criminosa cristalizada em Brasília. Pense nisso!

O amor – Estamos vivendo tempos sem amor. Não o amor romântico e sexual, tão valorizados hoje. Falta amor ao próximo. Aquele amor que Leonardo Boff fala em seu novo livro “A Casa Comum, A Espiritualidade, O Amor” (confira em www.paulinas.com.br): “O amor move o céu, todas as estrelas e nossos corações. O amor vem de Deus, o amor é Deus”.

Abraços em todas e todos.

Marco ASA é jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com

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