Jornal britânico diz que credores da OGX podem terminar ‘sem nada’

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(JB) – O diário financeiro britânico Financial Times informou nesta quarta-feira que os credores e acionistas da OGX, do empresário Eike Batista, podem terminar ‘sem nada’, após a empresa ter anunciado que negocia a venda de seu braço de gás natural, a OGX Maranhão. A OGX pode entrar com pedido de recuperação judicial a qualquer momento.

Em entrevista ao jornal, Aurélio Valporto, que está liderando um grupo de investidores que pretendem processar Eike Batista, a venda da OGX Maranhão “é como roubar de todos os outros credores e acionistas”, que poderão ficar sem nada se a OGX falir.

O Financial Times faz um resumo da ascensão e queda da petroleira, que chegou a ter valor de mercado de US$ 22 bilhões, segundo o banco UBS. No entanto, as ações da petrolífera despencaram mais de 90% depois que seus três campos, Tubarão Gato, Areia e Tigre foram declarados improdutivos e serão fechados no ano que vem. Segundo o FT, a OGX Maranhão seria um dos únicos bens que restariam aos credores e acionistas.

Mas até isto pode estar sob ameaça depois que bancos credores da OGX anunciaram na segunda-feira que teriam fechado um acordo para vender a OGX Maranhão para a Eneva, antiga empresa de energia de Batista que agora é controlada pela alemã Eon.

OGX, de Eike, deve entrar nesta quarta com pedido de recuperação judicial

A OGX, petroleira do empresário Eike Batista, deverá fazer pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas nesta quarta-feira. Se o pedido for aceito, a empresa terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação de sua dívida e, os credores, terão 30 dias para se manifestar. O processo inteiro pode levar até 180 dias (seis meses). Caso a empresa não entre em um acordo financeiro com os credores, possivelmente a falência será decretada.

Conforme a Folha, os advogados da empresa estavam recolhendo a documentação para entrar om o pedido na Justiça do Rio de janeiro e o pedido só não ocorre hoje caso ocorra algum empecilhos burocráticos. A empresa tem até a quinta-feira para tomar essa medida. Esse será o maior processo de recuperação judicial já realizado no Brasil; as dívidas da OGX chegam a R$ 11 bilhões. Conforme a publicação, o valor é superior ao de outras empresas que tiveram o mesmo destino, como Varig (R$ 7 bilhões) e Grupo Rede (R$ 6 bilhões).

Entenda o que deve ocorrer com OGX após recuperação judicial

A OGX, petroleira do empresário Eike Batista, tem até esta quinta-feira para anunciar o pedido de recuperação judicial e tentar fazer um acordo com os credores e garantir a manutenção da empresa que possui dívidas de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 11,3 bilhões). Caso a Justiça aceite o pedido de recuperação, os acionistas minoritários não poderão vender as ações – apenas aquelas com datas de vencimento pré-fixadas (opções) vão ser liquidadas em leilões, de acordo com informações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Em fato relevante anunciado na última terça-feira, a OGX confirmou que não houve acordo com credores na negociação para o pagamento de suas dívidas, um mês depois de a empresa ter deixado de pagar US$ 45 milhões em juros de seus bônus. Por isso, a expectativa do mercado é que ela recorra à recuperação judicial, último recurso antes da decretação da falência.

Nessa fase, segundo Benjamin Yung, sócio fundador da Estratégias Empresariais, todas as negociações são acompanhadas obrigatoriamente por um administrador judicial, apontado no processo e que acompanhará de perto as negociações com os credores.

A principal empresa de Eike Batista passa por um momento difícil desde que anunciou, em junho de 2012, que o principal campo de produção, o Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, não conseguiria entregar a estimativa inicial de 20 mil barris de óleo por dia e só atingiria 5 mil barris de produção.

De acordo com o advogado Leonardo Theon de Moraes, especialista em direito comercial, no caso de a OGX fazer um pedido de recuperação judicial, a empresa deverá apresentar, no prazo de 60 dias, o plano de recuperação que conterá ”o passo-a-passo para que a OGX alcance a sua recuperação, conserve a manutenção das suas atividades empresariais e, se possível, o emprego dos trabalhadores e o pagamento de todos os credores”, diz o advogado.Segundo ele, o ponto “frágil” desta etapa esta no fato de que o plano precisa ser aprovado pelos credores. “Muitas vezes, os credores buscam única e exclusivamente a satisfação dos seus créditos, deixando de lado o principal aspecto da recuperação judicial, que é a continuidade da atividade empresarial. Quando os credores estão preocupados única e exclusivamente com o pagamento dos seus créditos, dificilmente a empresa em recuperação irá superar a crise, e cai em um estado de insolvência que certamente acarretará na falência”, completa.

Conforme o advogado, caso a recuperação não seja eficaz os acionistas estarão na última linha de prioridades de pagamentos, e receberão o seu saldo na liquidação dos ativos apenas após o pagamento de todos os credores. “É improvável que reste alguma quantia, o que é muito pouco provável já que hoje – antes mesmo de um possível processo de recuperação, eles possuem um ativo já de pouco valor”.

Produção

A vantagem da recuperação judicial é que ela faz com que todos os processos de execução contra a empresa fiquem parados pelo prazo legal de seis meses e que a mesma continue produzindo e, nesse período, tente se reerguer.

Com Portal Terra

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