Base Aerea de Campo Grande comemora o Dia do Aviador

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O esquadrão Pelicano é referência mundial em resgates aereos

(Assessoria BACG) – A Base Aérea de Campo Grande comemora hoje, às 17h, o Dia do Aviador e Dia da Força Aérea, com uma solenidade que contará com a presença de todo o efetivo da Organização Militar e autoridades convidadas. A data é uma das mais significativas para a Aeronáutica e celebra o feito histórico de Alberto Santos-Dumont, que no dia 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, em Paris, realizou o primeiro voo em um aparelho que era mais pesado que o ar e se locomovia por meios próprios. Foram percorridos cerca de 70 metros a uma altura de 3 a 4 metros do chão. Esse pequeno voo foi um salto gigantesco para a humanidade.
Em 4 de julho de 1936, o então presidente Getúlio Vargas, por meio da Lei nº 218, com o intuito de eternizar o reconhecimento de todos os brasileiros para o feito memorável de Santos-Dumont, instituiu o “Dia do Aviador”, que a partir daí, seria celebrado no dia 23 de outubro.
Durante a cerimônia serão entregues títulos de Amigos da Base Aérea a personalidades que se destacaram no apoio e amizade a Instituição.
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Base Aérea de Campo Grande – Conhecida como a Sentinela Alada do Pantanal, a Base Aérea de Campo Grande, que completa no ano que vem 70 anos de existência, é tida como uma das mais importantes dentro da Força Aérea. Abrigando quatro importantes Esquadrões, é o braço da Aeronáutica que cuida da sensível faixa de fronteira com a Bolívia e o Paraguai.
O mais antigo dos Esquadrões da BACG é 1º/15º GAv, Esquadrão Onça. Ativado em 1971, é o responsável pelo transporte aéreo na região. Equipado atualmente com aviões C-105 Amazonas, com grande capacidade de carga e autonomia, participa de missões como transporte de tropa, víveres em situações de calamidade, como no apoio às vítimas das cheias na região serrana do Rio de Janeiro em 2011, entre muitas outras missões. O Esquadrão Pelicano, especialista em busca e resgate, está em Campo Grande desde 1980 e já realizou milhares de missões. A última delas aconteceu no último fim de semana, quando resgatou as vítimas de um acidente aéreo em nosso estado. O Esquadrão Flecha, ativado na BACG em 2004, é a unidade de aviação de caça responsável pela vigilância do espaço aéreo que abrange a fronteira com a Bolívia e Paraguai. Com os modernos aviões A-29 Super Tucano, mantém um alerta 24 horas por dia para interceptar qualquer tipo de aeronave que cruze nossos céus sem o devido controle. O último Esquadrão a se juntar a Sentinela Alada do Pantanal foi o PARASAR, unidade de elite na Força Aérea e que fez missões especiais de Comandos. Utilizando equipamentos e armamentos modernos e com homens altamente treinados para combater em qualquer tipo de terreno e situação, estão sempre prontos para entrar em ação.

Abaixo, um breve relato do que foi o voo do 14-BIS.

Paris, 23 de outubro de 1906.
Quatro horas da tarde: Monsieur Albert apanha do chão um pedaço de estopa e limpa as mãos sujas de graxa. Por um momento pensou que chegaria a decepcionar o imenso público que desde a manhã enchia o campo de Bagatelle, em Paris.
Agora, porém, estava pronto.
Pôde consertar em tempo o seu aparelho, e dá à comissão do Aerocuble, que atestaria o voo, o sinal de que começaria a experiência. Agarra-se às hastes da asa, e num pulo está dentro da nacele.
As conversas cessam de repente, todos os olhares voltam-se para o pequeno avião. O silêncio é total.
Nada acontece. Monsieur Albert, piloto e inventor, acena com o braço. A multidão não entende. Finalmente alguém lhes diz que é preciso que eles saiam da frente e recuem. O piloto precisa de mais espaço, as pessoas se afastam surpresas.
A hélice começa a girar. O motor solta um estampido e inicia um ronco irregular. As rodas movem-se na terra lisa, devagar. Mais depressa agora.
Atenção vai decolar o primeiro veículo mais pesado que o ar.
O homem, com a força de seu engenho vai transformar-se em pássaro.
O 14-Bis desliza pelo solo. O povo todo, quase ao mesmo tempo, solta uma exclamação de espanto e admiração. As rodas não tocam mais o chão.
O homem está voando.
Sobe mais, antes de ir voltando devagar até regressar ao solo.
Impossível – diz um espectador, não acreditando nos próprios olhos.
Chapéus atirados ao ar. Todos gritam vivas ao grande inventor.
Na cabina do aparelho, Alberto Santos Dumont sorri e leva a mão à testa a fim de retirar uma persistente gotinha de suor.
Assim foi narrado o primeiro voo do 14-Bis por um locutor de uma rádio de Paris.
Naquele 23 de outubro de 1906, um brasileiro fazia um pequeno vôo de pouco mais de 60 metros de distância. Foi, no entanto, um salto gigantesco para a humanidade.
Mas, quem foi esse genial inventor, Pai da Aviação, e que saudamos hoje nesta cerimônia?
A história de Santos Dumont começou no início dos anos 80, do século 19, quando ainda tinha poucos anos de vida.
Numa brincadeira de garotos, u m deles pergunta:
– Voa o gato? Todos gritam: – Não!
– Voa o urubu? Levantam os braços: Voa! Voa o carcará? – Voa!
– Voa o homem? Todos menos um gritam: – Não!
O pequeno Alberto levanta os braços e grita: Voa! Risadas dos irmãos e dos outros meninos. Alberto tem de pagar uma prenda. Todos riem. O pequeno Alberto ainda teima: “Um dia, o homem há de voar!”.
Na sua cabeceira, livros de Júlio Verne o inspiravam. As ideias de um dia voar povoavam seus sonhos.
Santos Dumont desenvolveu seu gosto pela mecânica em Paris, onde foi morar aos 18 anos.
Confirmou seu fascínio pelo transporte aéreo ao voar pela primeira vez em um balão e, a partir de então, dedicou sua vida à aviação.
Em julho de 1906, com o objetivo de conquistar o espaço com um aparelho mais pesado que o ar, Santos Dumont faz experiências com num novo veículo pendurado no seu balão de número 14. O aparelho era mais pesado que o ar e passou a se chamar “14-BIS”.
Desta vez Santos Dumont estava disposto a se elevar do solo contanto somente com o seu avião. Essa invenção, que o deixou famoso em todo mundo, possuía 11 metros e meio de envergadura, 10 metros de comprimento, e 4 metros e 81 centímetros de altura.
Todo o conjunto pesava, com o aviador, 290 quilos. As superfícies eram de seda japonesa, com armações de bambu e juntas de alumínio.
Os cabos dos comandos dos lemes eram de aço de primeira qualidade, do tipo usado por relojoeiros nos grandes relógios das igrejas.
Santos Dumont empreendeu vários testes com o 14-BIS, através de um sistema de cabos e roldanas e um plano inclinado, no qual testava a dirigibilidade do avião. Aqui vemos mais um feito original do aeronauta; construiu aquilo que se pode chamar de primeiro simulador de vôo da história.
A 21 de agosto de 1906, Santos Dumont realizou a primeira tentativa de voo; malsucedida, dada a pouca potência do motor do 14-Bis.
No dia 13 de setembro, ele realizou o primeiro voo, de cerca de 13 metros, que culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
Determinado, Santos Dumont reequipou o 14-Bis com um motor modificado para 50 HP; a hélice passou a girar mais rápida.
Com esse avião, Santos Dumont conseguiu realizar, em 23 de Outubro de 1906, o primeiro “voo mecânico” de mundo, devidamente homologado, alcançando a distância de 60 metros, em voo nivelado a uma altura que variava entre 2 e 3 metros com duração de 7 segundos.
Portanto, Santos Dumont havia conseguido realizar um voo num aparelho mais pesado que o ar: o “14-BIS” realizou uma corrida sobre o Campo de Bagatelle, desprendeu do solo, voando em linha reta e pousando em seguida, sem qualquer avaria.

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