Mandetta diz que medidas do governo não resolvem conflitos indígenas no MS

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“Fica a impressão de um governo hesitante, acuado, com medo de enfrentar um problema histórico, com a omissão da chefe da Nação”, disse Mandetta

“Classifico o governo federal como omisso e acuado no tratamento do conflito indígena no Mato Grosso do Sul”, declarou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), em discurso no plenário da Câmara, na última terça (11). Com dados consistentes, o parlamentar apontou os equívocos históricos, religiosos e governamentais que culminaram no quadro de tensão com um índio morto e outros feridos na tentativa desastrosa de reintegração de posse de uma fazenda no estado.

O deputado criticou a forma como hoje é feita a demarcação das terras destinada aos índios, ressaltando a necessidade da realização de um pacto preservando os povos indígenas e indenizando justamente os proprietários afetados. “O anúncio do governo de incluir outros órgãos na análise dos estudos de demarcação só prorroga o sofrimento. Não atende índios nem proprietários de terras. Com esse quadro, ninguém mais vai querer investir no Mato Grosso do Sul. Entendemos que deve se construir um pacto indígena, considerando os índios em áreas isoladas e antropizadas, indenizando os proprietários afetados. Não vamos dar aval para medidas protelatórias”, afirmou Mandetta.

O deputado criticou o tratamento desigual desferido pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao Paraná – onde pretende se candidatar ao governo – e Rio Grande do Sul – governado pelo PT – em relação ao Mato Grosso do Sul. Nos estados sulistas, houve a suspensão de todos os estudos de demarcação de terras. “Isso fez com que, no Mato Grosso do Sul, se desrespeitasse qualquer forma de lei”, apontou.

Com um detalhado resgate histórico da ocupação do estado, iniciado após a Guerra do Paraguai, Mandetta comprovou que o Mato Grosso do Sul foi povoado à partir do incentivo da União, que concedeu títulos de terra aos interessados em produzir e desenvolver a economia local. “Já nos anos 60, houve incentivos para fazer com que a produção agrícola pudesse sair das acanhadas possibilidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, e passássemos a ser o celeiro do mundo. Isso foi construído com suor de pessoas no Mato Grosso do Sul, que produziram dentro da ordem e da lei”, explicou Mandetta sobre o início da nova fronteira agrícola no Centro-Oeste, com o aval e estímulo do governo federal.

“Fica um apelo de um deputado que assiste, no seu primeiro mandato, essa Casa hesitante com invasão no plenário, com um presidente acuado. Fica a impressão de um governo hesitante, acuado, com medo de enfrentar um problema histórico, com a omissão da chefe da Nação”, concluiu Mandetta.

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