OPINIÃO: Fiscalização não somente em casas noturnas, mas em todo local público

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Carnaval está aí….bailes cheios. Cheira a perigo.

 

(Marco ASA) – É sempre assim: quando há uma tragédia, poder público e outros setores saem desesperados para fiscalizar o setor afetado e, depois de um tempo, quando o assunto sai da mídia, tudo fica por isso mesmo. Agora, com a tragédia de Santa Maria (RS), prefeituras e bombeiros saem correndo para fiscalizar as casas noturas de suas cidades. Mas, só elas oferecem perigo?

Dia desses, um evento de uma igreja neopentecostal na África, resultou em tragédia e mortes porque o estádio onde estava sendo realizado não tinha itens de segurança necessários. Hoje, em várias cidades, é fácil achar igrejas evangélicas com capacidade para mais de 1000 pessoas. Como está a segurança nesses templos? E nas igrejas católicas? E em qualquer templo?

E os shopping, não os grandes que, obrigatoriamente, têm brigadas internas de combate a incêndio? Aqueles pequenos shoppings e galerias por onde passam milhares de pessoas todos os dias? Têm segurança suficiente?

E os supermercados, principalmente aqueles de bairro? Recentemente passei por dois supermercados do local onde moro e os dois vendiam fogos de artifício. Será que eles têm autorização para vender fogos? Creio que não.

Hoje temos pequenas lan houses de bairro, pequenas e, por causa do ar-condicional, ficam fechadas e, lá dentro, uma bagunça de fios entre computadores e móveis, onde várias crianças passam o dia jogando. E se houver um curto-circuito que cause um incêndio e várias crianças venham a falecer? Aí, eu garanto, prefeitura e bombeiros vão sair correndo para vistoriar as lan house de bairro, até proibindo que elas funcionem.

É sempre assim no Brasil: espera-se o ladrão entrar para reforçar a fechadura.

Infelizmente, tivemos que sofrer uma tragédia de repercussão mundial para nos darmos conta que várias casas noturnas funcionam na base da “gambiarra”.

Teremos bailes de carnaval no mês que vem, com aglomerações em locais adaptados.

Ah, e os milhares de desabrigados da região serrana do Rio de Janeiro? A maioria não receberam suas casas para sair das áreas de risco (os conjuntos nem começaram a ser construídos), os morros continuam instáveis e, toda chuva forte deixa os moradores em estado de pânico. E, lembrando, mais de 900 brasileiros perderam a vida em 2011, na maior catástrofe natural do país. Mas, saiu da mídia, não é? Tsk, tsk, tsk.

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