OPINIÃO: Afinal, quem corrige as redações do ENEM?

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(Marco ASA) – Mais uma vez, as notas do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, são questionadas. Afinal, muita gente “fera” em redação que, nos cursinhos, tiravam sempre notas acima de 900, ficou com 500 de média no exame final. Alguns colegas formados fizeram a redação e vários tiraram a média  520. Aliás, a média é esta: 520! Mas, poucos se atentaram a uma questão: quem corrige as provas do ENEM?

Afinal,  se são mais de 5 milhões de inscritos, são mais de 5 milhões de redações. E, como disseram que algumas redações foram corrigidas por três pessoas, o trabalho foi hercúleo. E, como garantir que as provas foram realmente lidas com critério?

O tema não ajudou muito. “O movimento imigratório para o Brasil no século XXI” é muito vago, pois vivemos ainda na primeira década do século XXI e não há como ter uma ideia concreta sobre nada que tenha acontecido nele.

Além disso, podemos supor que os corretores das provas sejam aqueles petistas mais arraigados, que consideram-se membros de uma revolução. Então, será que eles revisam de forma igual redações de um estudante de classe média (mesmo que baixa) e um estudante de escola pública da periferia?

Como podemos garantir a transparência da correção das redações se ninguém sabe como e por quem é feita? A correção das outras questões, de múltipla escolha, é automática. A correção das redações não! Redação é coisa subjetiva. Quando você lê o texto de alguém, pode gostar ou não. Você pode estar lendo este texto e achando muito coloquial, ou bobo. Outra pessoa o lerá com interesse e gosto. É questão pessoal. E, com as redações do ENEM é a mesma coisa.

Além disso, É IMPOSSÍVEL QUE TODAS AS REDAÇÕES TENHAM SIDO CORRIGIDAS DE FORMA CRITERIOSA. E o peso da redação na nota de corte é enorme. Então, todos os alunos foram prejudicados.

E O RESULTADO DO ENEM PODE MODIFICAR O DESTINO DE MILHÕES DE JOVENS BRASILEIROS.

Outro fator que deve ser revisto é a forma como é colocada a questão das cotas. Um aluno que sempre estudou em escola pública tem preferência. Mas, e aquele aluno que, mesmo pobre, estudou em uma escola particular porque a mãe, empregada doméstica, queria um futuro melhor para ele ou não achou vaga na escola pública perto de casa?

Um ano em uma escola particular “mancha” a sua inscrição do ENEM. O governo prejudica os pais que quiseram dar uma oportunidade melhor aos seus filhos. Eu sou um desses. Minha mãe se esforçou para pagar uma escola particular quando fiz o antigo “segundo grau” (hoje ensino médio). E, hoje, isso seria considerado um fator negativo na disputa por uma vaga em uma universidade pública.

Mas, voltando a redação: POR QUE OS GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS NÃO INVESTIGAM COMO É FEITA A CORREÇÃO DAS REDAÇÕES? Quem faz, como faz, quantas redações são corrigidas por pessoa, o tempo em que corrigem cada redação, quanto ganham etc.etc.etc?

Afinal, O FUTURO DE MILHÕES DE JOVENS BRASILEIROS ESTÁ SENDO PREJUDICADO.

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